quarta-feira, 30 de abril de 2014

Áudio-post: E eu conheci Sailor Moon

Olá a todos! Chegando o primeiro áudio-post (para não chamar de podcast, por ser curtinho) do Mundo Mazaki! O tema, como explicitado no título, é Sailor Moon. Talvez eu tenha estado muito travada na gravação, mas deem um desconto, era minha primeira vez! (uh-oh!)

Então, apreciem e opinem. Será que devo investir um pouco mais nesse novo formato?


Até breve!

sábado, 5 de abril de 2014

Uma reflexão pessoal sobre os quadrinhos brasileiros

Há uns bons anos atrás, no início dos anos 2000, os mangás começavam a chegar nas bancas. Era o começo de um mercado que só cresceria a partir dali.

Naqueles tempos minha mãe me comprava não apenas os volumes de Love Hina, ou Gundam Wing, mas também outros gibis que acabavam me chamando muito atenção por serem feitos por brasileiros.

Combo Rangers, as coletâneas como a Desenhe e Publique Mangá, além de outros que não entravam tanto no meu gosto pessoal (como o Pequeno Ninja Mangá ou o Psi-Force). Eu acabava comprando todos que pudesse, seja para conhecer, porque tinham preços acessíveis, ou porque realmente gostava. Eu mesma desenhava minhas histórias, ou gravava “cds drama” pra lá de improvisados, colocando em áudio as histórias dos CR. Era uma época bacana, esperar por uma nova edição, mesmo quando a distribuição não ajudava por eu morar bem longe dos grandes centros do país.

Só que, um dia, acabei percebendo que nenhuma dessas edições chegou mais.

Talvez por ser muito nova na época, mas fato é que eu poderia ter entendido desde aqueles tempos o que havia acontecido, graças a um artigo presente no final de uma revista de animes da época (agora já nem me lembro qual era a publicação) onde falava da provável inflação do mercado de mangás que iria ocorrer graças a crescente avalanche de novos títulos.

Se os mangás iriam sofrer com a tal fragmentação do seu público ainda crescente, o que seria então dos gibis brasileiros? Bom, o tempo mostrou bem o que aconteceu: eles desapareceram das vistas dos compradores de banca.

Depois disso se passam alguns anos para que essa história recomece. A popularização da internet, lenta e cara, começou a dar  novas possibilidades para que as publicações de autores brasileiros começassem novamente a poder se espalhar por este país de extensões enormes.

Quanto a mim, por ter um pensamento classicista demais quanto aos meus desenhos, acabei deixando de produzir minhas histórias quando terminei a escola. Foi por um curto período, pouco mais de três anos, mas ainda é um tempo que me arrependo de ter fechado os olhos e ouvidos para a coisa.

Foi aí que surgiu a revista que, na minha vida, só trouxe de bom o fato de me estimular a entrar em contato de novo com quadrinhos brasileiros: A Ação Magazine.

Eu poderia gastar uma milhagem inteira de frases para falar de todos os fatores que eu enxergo na falha empresarial do projeto da Ação, mas não é para isso que estou escrevendo este texto. Eles podem ter falhado como empreendedores, como marqueteiros, empresários, enfim, mas tiveram pelo menos um trunfo: reaquecer os ânimos a muito apagados dos artistas.

Atualmente temos vários projetos (virtuais ou físicos) de quadrinhos de todos os lados. Até mesmo a JBC deu um pequeno espaço para essas produções com o Brazil Manga Awards. E cá estou fazendo “a minha parte”, apoiando projetos que acredito que ainda podem render algo bom, como a Conexão Nanquim. Apoiando veementemente bons trabalhos (como Ledd, Sigma Pi ou o trabalho da Editora Crás) e observando outros projetos que não me agradam tanto como leitora, mas que fazem bem em continuar batalhando (esse é melhor não dar exemplos).
Meus olhos agora são mais maduros, mais críticos e capazes de refletir sobre os diferentes fatores que entram nessa equação. Muita coisa ainda precisa melhorar e nada está seguro para os gibis brasileiros. Ainda existem muitos autores promissores que param de produzir, seja por fatores econômicos, pessoais, ou por simplesmente não saber dirigir bem a própria carreira.

Dando meu palpite de consumidora e pensadora sobre esse tema, eu diria que talvez os jovens quadrinistas brasileiros estão se espelhando no mercado errado para produzir. Grande parte desses artistas que produzir pensando em transformar o Brasil num grande mercado consumidor mainstream, aos moldes do mercado japonês. Com antologias, ou volumes compilados vendendo em bancas e livrarias.

Junto a minha voz a todos os que já dizem isso por aí: o mercado brasileiro nunca vai ser um Japão, ou França, ou Estados Unidos.

Talvez seja meio difícil de entender meu ponto, mas acredito que deveriam se espelhar mais no mercado nipônico sim, mas no mercado indie, dos doujinshis. Não querendo com isso me referir a toda sorte de apelação que os autores de doujinshi usam para vender, mas sim no formato que utilizam. Publicações de até 50 páginas, publicações constantes, organização em feiras de venda desse tipo de quadrinho, tiragens bem modestas que são tiradas dos bolsos dos próprios autores. Um pequeno mercado, auto-sustentável, que pode produzir tantos autores que as editoras poderão selecionar entre um vasto leque de opções, quem irá dar uma chance.

E não ter que escolher os mais passáveis.

Os jovens quadrinistas tem muito à aprender observando o mercado literário brasileiro. Não que este já esteja em um patamar tão elevado, mas com certeza está muitos degraus acima do que galga a passos sofridos os quadrinhos. Mais maturidade, mais seriedade, profissionalismo (que não necessariamente se refere à qualidade de arte) e persistência são necessários nessa jornada.

E, claro, tirar da cabeça a fantasia de que dá pra viver só de arte autoral no Brasil. Mesmo na literatura só uma pequena percentagem dos autores vive apenas desse labor. Fazer arte pelo dinheiro, neste país, é a maior besteira que se pode querer.

Quanto a mim, bom, meu perfil do Blogger é bastante preciso quanto a isso. Sou uma escritora e pseudo-quadrinista. A primeira forma de contar histórias que utilizei foram os desenhos sequenciados e isso ainda é algo que me diverte muito em fazer. Não tenho ambição alguma de fazer girar essa roda a não ser consumindo e espalhando esse pensamento para o máximo de pessoas que puder. Vou estar sempre produzindo minhas histórias e desenhos, mas só pelo fato de ser impossível para mim não o fazê-lo.

Enfim, esse é um texto opinativo, reflexivo, que contém apenas os fatos e entendimentos que tenho, levando em consideração meu conhecimento empírico do assunto. Já faz algum tempo que venho dando mais espaço a este assunto no blog e talvez essa tendência só venha a se prolongar agora que vou colocar as mãos em alguns trabalhos novos. Vamos torcer para que essa “ondinha” não acabe passando e sumindo, como foi a anterior.


domingo, 5 de janeiro de 2014

Jazz Magica - Madoka Magica Doujin CD

Olá a todos! Depois dessa pausa que a correria do final de ano me forçou a fazer em todos os meus projetos online, cá estou de volta ao Mundo para falar de. . .  Madoka Magica! Infelizmente essa pausa me fez perder a oportunidade de comentar sobre o terceiro filme, Rebellion Story, o qual assisti ainda em raw e tive o privilégio de acompanhar o processo de tradução quase em tempo real, aqui no blog. Quem sabe tenha sido apenas uma artimanha do destino para que eu possa trazer conteúdo mais digerido dessa expansão do universo de Madoka para este espaço. Quem sabe.

Mas, falando do tema presente, venho trazer a vocês o mais recente doujinshi CD de Madoka Magica que chegou ao meu poder (agradeço novamente por lembrar de mim nessa, Mei Linwau): Jazz Magica, de Tomato Gummy, uma mistura exata de estilo música e trilha sonora original que resultou em composições de alto nível.



Assim como o "Agedum! Puella Magica!", já apresentado aqui no blog, Jazz Magica é uma composição de fã, inspirada no trabalho de Yuki Kajiura, com um olhar próprio das trilhas mais clássicas da série. A playlist é a seguinte:

1 - Connect
2 - Credems Justitian
3 - Sis Puella Magica!
4 - Decretum
5 - Symposium Magarum
6 - Salve, terrae magicae
7 - Magia
8 - Connect - Saxofone ver.
9 - Magia - Saxofone ver.

Vocês podem escutar o cd completo no Youtube. Recomendo esta playlist onde as faixas estão em ordem reversa, mas. . . estão todas aí.


Para finalizar gostaria de destacar as três faixas que mais me agradaram do albúm. Vamos ao "pódium" de Jazz Magica!

#1 - Symposium Magarum

A música-tema de Oktavia, a bruxa de Sayaka, ficou incrível em sua versão Jazz. Talvez por já ser uma música com o tema mais voltado para instrumentos clássicos, devido a toda a temática presente na história de Sayaka, mas a música ficou muito bem adaptada, sem perder a sua característica sonora.


#2 - Connect

O tema de abertura da série de TV de Madoka Magica ficou muito graciosa neste albúm. A vocal que acompanha o jazz é de alto nível, adoçando a melodia de maneira perfeita.


#3 - Decretum

Originalmente esta trilha é uma das versões do tema da personagem Sayaka, uma trilha excelente. E sua versão em jazz não deixou por menos. Maravilha.


Concluindo

Jazz Magica é mais um dos albuns fanmade de Madoka Magica que traz um alto nível musical. Recomendo sem medo aos apreciadores da trilha original que escutem essas pérolas. 

O bônus fica por conta da ilustração de capa: conseguiram um motivo plausível para colocar elas de ternos! Dentro do fandom mais ativo da Madoka, isso com certeza parece uma boa lembrança da Mafia-Magica!

Como são caprichados esse CDs. No dia que tiver oportunidade, compro todos :)


É isso, 2014 começou no Mundo com clima de PMMM. Tô suspeitando que ainda vou falar muito dessa franquia que tanto gosto por aqui. Até breve!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Sobre o que fala Suzumiya Haruhi, afinal?



Suzumiya Haruhi é uma série de light novels que já conta com 10 volumes e o suspense se irão haver novas publicações ou não. A história ficou mais famosa quando se transformou em anime e então a franquia caiu no gosto do público otaku pelos seus clichês cômicos, personagens carismáticos e uma dancinha viciante para viralizar. Porém muitos acabam julgando que a obra não passa de um entretenimento barato para otakus e que não possui nenhuma mensagem intrínseca. O que é um erro e eu vou dizer o motivo:

Qualquer obra, por mais comercial e batida que seja, pode conter em si uma mensagem, talvez supérflua, talvez profunda, mas não é por causa de questões visuais ou estilísticas que deve ser ignorada essa possibilidade.

Vou citar um exemplo de conhecimento mais comum no mundo do entretenimento para deixar mais simples o entendimento.

Matrix, o filme de 1999, é uma história louca sobre pancadaria alucinada entre realidade e mundo digital? Bom, essa pode ser a cara do filme, com seus efeitos e etc, mas existe uma mensagem na obra que é sobre esse modo de ver a realidade, de revelar as verdades que existem por debaixo dos panos da vida comum. Algo que pode ser transportado para o nosso dia-a-dia, quando nos questionamos se nossa vida é só viver de um trabalho ordinário que não gostamos ou é possível ir além, "sair da Matrix".

Partindo para algo mais "familiar" mas que também seja mais simples de explicar essa questão de significado. Nausicaa, o filme consagrado de Hayao Miyazaki que mostra uma guerra de interesses e sobrevivência em um mundo completamente catastrófico. A mensagem aqui é de reflexão, sobre o nosso modo de tratar com o mundo e também o modo de tratar uns com os outros. Uma mensagem profunda sobre respeitar a vida.

Agora, uma questão que me vem ao trazer estes exemplos é: Porque então a série Suzumiya Haruhi, que é uma obra literária, é mais difícil do público admitir, ou mesmo perceber que existe um significado intrínseco? E a resposta não é tão misteriosa assim: público alvo e linguagem.

"Haruhi" é uma comédia juvenil dotada de toques de ficção-científica, com seus teoremas sobre a estrutura do universo que beira a metafísica mais séria. Porém a obra ainda é uma light novel, uma literatura feita para jovens, e por isso é recheada de humor e exageros nos acontecimentos. É essa linguagem que faz a obra dar tão certo para seu público e mesmo para pessoas fora da faixa de critérios visada pelo autor/editora.

Acontece que o público mais crítico é muitas vezes mais velho do que o público alvo da série, o que faz Haruhi sofrer os mesmos tipos de preconceito que livros infanto-juvenis sofrem. É bem similiar, comparando alguns parâmetros, com o preconceito contra a série Harry Potter, onde os críticos (que muitas vezes nem se aprofundaram em conhecer o trabalho da autora) diz que aquilo é apenas diversão para crianças bobas, ignorando as mensagens contidas ali. Se a obra fala de amor incondicional, ou superação dos próprios limites, valor da amizade, isso não importa aos críticos. Para eles, o fato de ser "infantil", já tira qualquer valor moral que possa estar contido na história.

O exato caso de Suzumiya Haruhi.

Mas então, sobre o que fala Haruhi? Qual é o significado dessa história? Na verdade este texto é motivado pela minha surpresa ao perceber que mesmo as pessoas que gostam da série como um todo não se atenta para este sentido.

Suzumiya Haruhi fala sobre cada um de nós. Sobre a capacidade infinita que cada pessoa quando jovem tem de construir a própria vida. Através de uma caricatura cheia de nonsense e humor, o autor esta dizendo a cada página a seguinte mensagem:

"Você é o Deus do seu próprio Universo e pode criar qualquer coisa, mas tudo parece um tédio ao seu redor porque você não sabe desse seu poder."

Os mais pessimistas, aquelas pessoas que acumulam frustrações umas atrás das outras através dos anos, poderão ser bastante intransigentes com essa idéia, porém isso não tira a verdade da mensagem do autor. Todos nós podemos ser qualquer coisa quando nascemos, são as nossas escolhas e a nossa própria capacidade de limitar o mundo que pode nos levar a caminhos tedioso, sem graça, frustrantes...... melancólicos.

A história de Suzumiya Haruhi é uma verdadeira guerra entre aqueles três elementos da psiquê que nós, leigos, conhecemos: Id, Ego e Super-Ego. Um enredo que simboliza as nossas potencialidades como os grandes feitos de Haruhi, que é capaz de criar viajantes do tempo, alienígenas e espers, mas ao mesmo tempo é cética da sua própria capacidade, censurando-se ao ponto de ser completamente alheia a esses poderes infinitos. Esses somos nós, nos julgando incapazes e entrando na faculdade que nossos pais escolheram para nós, abraçando o emprego que eles desejaram para nós, por não termos coragem de acreditar que poderíamos ter feito tudo diferente e encontrado coisas maravilhosas escondidas embaixo da cama.

Você é tão egocêntrico quanto essa garota aí, admita!


Toda a história, por mais boba que pareça, contém uma mensagem. Quando não contém é que surgem aqueles enlatados onde realmente a única preocupação é estética e que não consegue passar desapercebida essa sua falta de valor. Se for parar para pensar sem preconceito, até coisas consideradas descartáveis em significado, como por exemplo as séries literárias de Crepúsculo e 50 tons de cinza tem alguma mensagem, ainda que seja tão repugnante ou babaca que seja melhor para muitos ficar distante, mas que para aquelas pessoas que se indentificam com esta mensagem trás entendimento e conforto.

Quem sabe se cada um olhar com um pouco mais de cuidado talvez possa apreciar bem mais coisas sem se deixar levar pelo seu monstro da crítica e frustração. Quem sabe.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

UQ Holder - o novo mangá de Ken Akamatsu começa com tudo!

A estréia de UQ Holder, nova obra de Ken Akamatsu se deu no mês de agosto deste ano de 2013 e foi cercada de grande expectativa: desta vez o mangaká tinha a intenção clara de fazer um mangá de ação desde o princípio.

Talvez no Brasil o trabalho de Ken Akamatsu não seja tão reconhecido quanto poderia. Sua imagem é muito marcada pelos fanservices de Love Hina. Muitos sequer chegaram a ler sua obra seguinte e de maior sucesso comercial: Mahou Sensei Negima. O plot de um menino cercado de 31 garotas também ajudou a aprofundar o preconceito de leitores que (no meu ver pessoal) parecem valorizar demais a sexualidade nos mangás, esquecendo de analisar outros aspectos como a comédia, e, principalmente, a qualidade dos personagens.


Ken Akamatsu é um mestre em criar personagens cativantes e Negima foi um grande sucesso quando conseguiu mesclar a comédia, esses personagens apaixonantes e uma dose de ação crescente. Lutas muito bem desenhadas estão nas páginas da obra de forma cada vez mais constante a partir do terceiro arco da história, chamado simplesmente de "Festival Escolar".

Para os que acompanharam Negima ficou claro que o autor acabou perdendo o fio de Negima quando enfatizou demais a parte de ação em uma história que começou com o espírito de comédia pastelão aos limites. O final da série, um improviso que decepcionou muito, esteve cercado de perguntas. Fato é que Akamatsu criou um cenário interessante, mas acabou transformando os personagens de Negima em figuras forçadas a empurrar um enredo que não tinha mais a cara deles.

E então, chegou a vez de UQ Holder.



O mangá é uma sequência do universo de Negima, um futuro não muito distante, onde o Japão construiu um elevador até o espaço (já ouvi falar que isso já foi cogitado a ser feito na vida real) e onde os humanos comuns enfim foram informados sobre a existência da magia e dos magos (o que era o objetivo de vida do protagonista Negi Springfield ao final da série anterior). E é nesse cenário cheio de possibilidades que vamos acompanhar a saga de Touta Konoe encarando um aspecto da magia que desde tempos antigos permeia a imaginação da humanidade:


A Imortalidade.

Touta é um orfão que vive em uma vila do interior do Japão, sob a custódia de Yukihime, a pessoa que sobrevivera junto com ele ao suposto acidente que tirou as vidas dos pais do rapaz. Como um sonhador Touta deseja ir para a grande capital de Amanomi Hashira (se Tóquio já era enorme, imagine essa...) e o caminho mais fácil parece ser derrotar em uma luta Yukihime. Tudo isso graças a uma promessa do líder da vila em dar passagens para a capital caso algum dos garotos do local conseguisse realizar tal feito.

Sem entrar em detalhes do enredo gostaria de dizer é que UQ Holder começou com a dose exata de pancadaria, ação dramática e adrenalina. Ken Akamatsu vem mostrando mais uma vez que sabe fazer lutas muito bem pensadas, desenhadas e coreografadas. 

Até o momento de publicação deste post já foram lançados 9 capítulos de UQ Holder, nos quais o desenvolvimento do cenário foi o maior foco. Os três personagens centrais: Touta, Yukihime e Kuroumaru já estão bem colocados e a dupla de amigos já está diante de um grande desafio que irá testar até os limites das suas habilidades.



Enfim, a nova obra de Ken Akamatsu começou com o pé direito, mostrando um potencial grande para uma obra de ação bem aos moldes dos grandes sucessos da indústria de quadrinhos japoneses. Os fãs anteriores do autor também tem o plus da curiosidade sobre o cenário de UQ Holder. Mistérios envolvendo os personagens marcantes de Negima estão ocultas nesta nova história, o que instiga muito os fãs.

E é nessa dose equilibrada de novidade e tradição do próprio trabalho, Ken Akamatsu apresenta esse que pode ser seu último mangá semanal. Fica a minha torcida, como fã do "Tio Ken" para que as vendas de UQ Holder sejam um sucesso. Confiram este mangá, está valendo a pena.


PS: Queria que o tempo passasse mais rápido só para ver o dia, num futuro talvez ainda distante, em que a JBC vai publicar mais esse mangá do Akamatsu no Brasil.

PS2: Já sou fã do Kuromaru!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

HyperComix(1996) e uma reflexão sobre a eterna luta do mangá brasileiro

Com essa onda de projetos online e pedidos de doação que movimentam o mercado indie de quadrinhos na estética do mangá feito no Brasil os desinformados (ou mesmo os mais novos) acabam por imaginar que é novidade que os artistas brasileiros estejam lutando por espaço no mercado editorial. Mas essa luta já é muito antiga e vem de épocas onde tudo era muito menos favorável.

Acabei descobrindo um pouco sobre essas histórias do passado por acaso, quando cruzei com alguns volumes da HyperComix em um sebo aqui de Porto Alegre.

Ei, mas eu conheço esses nomes!

Foi por acaso durante um passeio com o (sempre) nobre Carlírio que visitava a capital gaúcha que me deparei com alguns volumes dessa publicação que desconhecia. Não demorou para o que conhecido "Padrinho" me desse informações básicas da publicação, que me despertaram interesse em comprar aquelas "relíquias". Uma viagem no tempo e na história dos quadrinhos brasileiros.

A HyperComix foi publicada em 11 edições nos anos de 1996/1997 pela pequena editora Magnum. A mesma teve apenas mais uma publicação: o mangá brasileiro de Megaman. 



Foi um segundo choque quando descobri sobre essa segunda publicação, pois eu tive acesso a essas revistas lá naqueles distantes anos de 96/97, quando estava no início do Ensino Fundamental, em Manaus. Volta e meia me questionei qual teria sido o destino daquelas revistas do Megaman e, vejam só, descobri um elo quando nem esperava com aquele passado.

Mas voltando às HyperComix. Vários nomes que fazem parte dessa história muitas vezes ignorada ou desconhecida dos quadrinhos inspirados no mangá feito no Brasil. O que mais se destacou para mim foi o do Sérgio Peixoto Silva, antigo editor da revista Animax que agora tem um blog que segue a mesma vibe da publicação impressa daquela época. (visite a  Revista Animax - O máximo em animação japonesa AQUI).



As histórias das revistas HyperComix eram paródias de nonsense (e algumas vezes fanservice) extremo. Um espírito de ousadia e falta de qualquer limite no que tange tirar sarro das grandes obras da animação daquela época permeiam cada página dos volumes desse Fanzine.

Guardem este detalhe, o Fanzine com F maiúsculo. Depois vou voltar com ele para a reflexão deste texto.

Li nos poucos textos que fazem referência à HyperComix na internet que a série não teve sucesso principalmente por abordar obras que eram grandes no Japão, porém desconhecidas no Brasil na época, como Bastard e Rurouni Kenshin. Como não tinha conhecimento na época desses fatos, não tenho como confirmar, mas sou tendenciosa a acreditar neste argumento. Ainda assim, o fato de um fanzine ter perdurado por 11 edições e ser ainda hoje encontrado em sebos é prova suficiente de sucesso dentro da sua proposta ousada, porém consciente de suas limitações.

Agora vamos para a segunda parte deste texto, a reflexão.

No presente, no futuro, indo aonde for! (ou, perdoem a mania de citar trechos de música sempre que possível)

Conhecer as divertidas, porém singelas HyperComix me levou a pesquisar um pouco mais sobre a história dos autores brasileiros que publicaram, publicam o querem publicar quadrinhos ditos mangás no Brasil. Existe uma cronologia resumida com muita qualidade no site Kotatsu. 

Sei que tem muito veterano de guerra que sabe de cor o nome de todas as revistas de mangá que já saíram no Brasil por brasileiros e que não se surpreendem ao saber que a primeira tentativa ocorreu em 1964. Porém também existe muita gente de gerações mais recentes (eu nem sou dos novinhos e não sabia da maioria das informações!) que acha que a Ação Magazine foi o primeiro empreendimento que fracassou na publicação de mangás brazucas.

O link da cronologia é este que segue: http://www.kotatsu.com.br/wiki/doku.php?id=mangas_brasileiros

Eu lembro de vários desses da leva de 2002 em diante, mas confesso que nunca vi, nem li nada de Holy Avenger. Só sei que essa é a série que mais tem fãs de odiadores de todas. Consequências do sucesso. (Apesar de que a Ação já deve estar perto de alcançar o número de odiadores, mas isso é impressão pessoal)

Mas a reflexão que gostaria de trazer neste segundo momento do meu post é sobre a postura desse mercado emergente de publicações brasileiras de mangá.

Não há dúvidas de que hoje em dia o mercado está muito mais propício do que a anos para estas obras, mas ainda assim não é um paraíso. Incentivos e leis estão se consolidando para dar espaço aos artistas brasileiros, o público dentro do nicho de mangás está menos preconceituoso com obras nacionais (apesar de desgostos que é melhor nem comentar). As revistas digitais estão mostrando cada vez mais que talento não é o que falta para os nossos compatriotas dos quadrinhos.

Já falei aqui no Mundo Mazaki da Conexão Nanquim (quando ainda se chamava Nanquim Digital). Uma publicação online que traz em suas páginas obras incríveis como Nova Ventura, Egoman ou o (na minha opinião nada imparcial) genial </3 (lê-se "menor que um terço" apesar da figura evocada seja, obviamente, a de um coração partido). Talvez a revista tenha tomado algumas decisões que eu não concorde muito em algumas ocasiões, mas isso acontece e continuo achando o projeto e trabalho de toda a equipe Conequim ótimo.

Não se deixem abater por qualquer adversidade no caminho, equipe Conequim!

Só que em um contexto mais amplo, onde projetos parecem se multiplicar todos os dias pedindo doações para se lançar, onde posturas no mínimo arrogantes são tomadas como incentivo na participação de concursos de quadrinhos, quando peguei as HyperComix nas mãos fui levada a refletir sobre a postura do passado e presente.

Na capa das HC estava estanpado "o Fanzine chega às bancas". A obra não tinha nenhum medo em chamar-se de Fanzine, tanto por ter noção de suas limitações em qualidade, como pela própria liberdade temática. Nas páginas das revistas não havia sinais de vergonha por estar trabalhando em algo que se declarava amador.

Hoje em dia, porém, a atitude geral é bem outra. Claro que para tornar um mercado embrionário em algo real é preciso ter atitude profissional, mas as coisas ficam meio confusas quando você confunde profissionalismo com arrogância.

Infelizmente uma briga de egos inflados permeia projetos que poderiam (e poderão ainda) ser bem sucedidos. Falta humildades dos que estão começando e dos que estão aí nessa eterna luta já a um bom tempo.

Postura, é sobre isto que estou falando. Parece que nossos novos e "novos-novos" autores não querem iniciar suas escaladas no mundo profissional tendo noção de que são pequenos, porque tudo começa pequeno. Arrotando qualidade grandiosas aos quatro ventos, sem conseguir mostrar resultados do tamanho das suas palavras, porque é natural que todos os resultados começam pequenos.

Os próximos capítulos dessa eterna batalha do quadrinho nacional vai ser marcada por essa disputa onde a arrogância tem um predomínio aparente sobre a humildade. A minha torcida fica para que a arte vença no final e possa ser levada enfim ao patamar profissional que tanto anseia a décadas.



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Corrente de Reviews 2013: Tengen Toppa Gurren Lagann


Olá a todos! O blog Mundo Mazaki está de volta a ativa para sua participação na Corrente de Reviews 2013, organizada mais uma vez pelo blog Anikenkai (para todas as informações sobre este evento que reúne mais de 40 blogs na sua segunda edição, CLIQUE AQUI).

Ano passado me foi passado o mangá Solanin para review, o que foi uma experiência muito agradável. Este ano o blog Raiburari (leia o review e indicação do blog AQUI) me propôs um “desafio” ao indicar Tengen Toppa Gurren Lagann para o review. Realmente existe um quê de desafio nessa proposta, pois eu nunca expressei um gosto muito grande por animes com uma pegada mais shonen, com muita porradaria e ação.

Bom, sem mais delongas, vamos às informações e opiniões sobre esta obra.

Tengen Toppa Gurren Lagann – Um anime ou dois?

 

 


Gurren Lagann, ou TTGL, é um anime original da Gainax, lançado no ano de 2007. Uma obra que mescla a comédia com uma ação frenética com mechas. São 27 episódios que se dividem em dois grandes arcos (algo que irá ser destacado muito por esta resenha), não necessariamente dividindo o anime em partes iguais, visto que o segundo arco se inicia no episódio 17.

Personagens icônicos, sejam humanos ou gamens (os mechas da série), e cores muito vibrantes são marcas da obra. Em momento de comédia mais frenética também é possível notar um desenho rabiscado das expressões dos personagens, tudo proposital para destacar essa veia caricata da série.

Falando brevemente com uma pessoa que aprecia muito outras obras mais voltadas à comédia do estúdio Gainax (Furi-Kuri e, em especial, Panty & Stocking w/ Garterbelt), TTGL (pelo menos o primeiro arco da série) tem muito dos elementos que vemos em outras obras da empresa (as mesmas referidas antes), seja no exagero de algumas situações ou mesmo reações dos personagens, como nas cores e estilo presente em sequências de ação da série. Particularmente, um ponto muito positivo.

Plot

 

 


Em um futuro aparentemente distante a humanidade é obrigada a viver em vilas escondidas no subterrâneo. Simon e Kamina são amigos e vivem na mesma vila sem sequer ter ideia de como é no lugar acima da suas cabeças. Kamina é um típico rebelde que pretende ir conhecer a superfície, mesmo que o líder da sua vila diga que não há nada para se ver. Um acontecimento inesperado, a queda de uma criatura enorme e estranha na vila, junto com o outro estranho “ser” achado de Simon ao fazer suas escavações (e instintivamente utilizado por este para combater o “monstro” que atacara a vila), isso ainda complementado pela aparição de uma bela atiradora, Yoko, resulta na enfim ida do rebelde (e também do garoto Simon) para a misteriosa superfície.

Porém logo eles descobrem que as coisas não são muito felizes na superfície. Descobrem que o monstro que haviam enfrentado tratava-se de um Ganmen, um robô controlado por uma raça diferente da humana, os homem-fera, que só tinham um objetivo: exterminar toda a humanidade que pisasse na superfície.

Logo Kamina também consegue um Ganmen e decide enfrentar diretamente os homem-fera até livrar a humanidade da ameaça daquelas criaturas.

Personagens




A quantidade de personagens que vão integrando o grupo dos heróis no decorrer da trama é grande. Alguns deles ganham tanto destaque que chegam a ofuscar personagens mais antigos e, teoricamente, mais importantes para a trama (o que é uma das críticas que já vi ser feita à série, referindo-se especificamente à Yoko e Nia).

Simon – Protagonista da série, é um garoto mais calado e de pouca iniciativa. A única coisa que gosta de fazer é escavar em silêncio. Mostra-se muito dependente de Kamina durante todo o primeiro ato do arco um, o que muitas vezes acabo o fazendo parecer um coadjuvante nos grandes feitos daquele que considera um irmão e exemplo. Devido aos acontecimentos inesperados da história Simon é obrigado a superar sua dependência e aprender por ele mesmo o que é batalhar e liderar.



Kamina – personagem mais icônico e carismático da série. Um rebelde que não vê limites para suas ambições. Um sonhador que luta com toda sua garra para superar todos os inimigos que surgem no seu caminho. Parece muitas vezes ser um inconsequente para as outras pessoas, mas a verdade é que é uma pessoa muito determinada e focada nos seus objetivos. Ele rouba completamente a cena durante todo o primeiro ato da série, sendo visto muito mais como o herói da trama do que Simon (o que faz a mim pensar se não foi este um dos motivos da trama ter tomado o rumo que tomou).



Yoko – uma atiradora de um grupo de rebeldes que vive na superfície enfrentando os Gamen com os poucos recursos que possuem. Longe de ser uma donzela em perigo, ela muitas vezes dá auxílio nas batalhas dos monstruosos gamens, mesmo que apenas utilizando seu rifle movido à eletricidade. Chega a pilotar uma vez junto à Simon, mas não se destaca muito nessa modalidade de combate.



Nia – filha do Rei Espiral, líder dos homens-fera, é encontrada por Simon enquanto repousava em uma espécie de sono eterno. Ela tem suas verdades jogadas por terra quando descobre as verdadeiras intenções de seu pai ao ter selado-a. Torna-se aliada da Brigada Gurren contra os homens-fera e também o interesse amoroso de Simon.

Viral – um homem-fera que se torna grande rival de Kamina nas batalhas. Após suas consecutivas falhas em derrotar as forças humanas, ele é “condenado” a ter um corpo imortal, o que o torna porta-voz de todos os acontecimentos na luta da humanidade contra os homens-fera, mesmo muito tempo depois dos acontecidos.

Roshiu – humano que vivia em uma pequena vila subterrânea, mantida por um líder que ludibriava o povo com falsas crenças para que estes vivessem conformados naquelas condições. Acaba se tornando um aliado da Brigada Gurren na sua batalha, inclusive pilotando junto com Simon o combinado de Ganmens chamado de Gurren-Lagann. No segundo arco, com a mudança total de valores e foco da trama, sua participação no enredo também sofre uma mudança drástica.

Análises

Contraversão ao gênero mecha

 

 

TTGL é sem dúvida um anime de mecha muito diferente do habitual. Quando em séries tradicionais como as de Gundan estamos acostumados a lidar com tramas políticas e sociais complexas, em TTGL tudo é muito simples e direto. A trama é construída de modo quase “tosco” e tudo gira em torno de “bater nos inimigos e vencer”. Isso não é de modo algum um defeito, mas sim uma singularidade que dá uma cara toda particular para a série. O tempo inteiro TTGL está dizendo ao público que não é preciso de uma história “séria e chata” para que batalhas alucinantes entre robôs gigantes sejam ótimas. Uma tentativa de quebra de valores que se estende por todos os níveis da trama.

Quem é mais importante?


Em vários momentos, ao meu ver, parece que a série vai se “construindo para frente”, ou seja, vai se desenvolvendo sem ter sido planejada com antecedência, o que leva a vários desvios do que pareceria ser a linha principal de desenvolvimento. Falo isso mais com referência aos personagens onde, mais de uma vez, um personagem acaba tomando todo o espaço que a princípio deveria ser de outro.

Analisando posteriormente é possível chegar à conclusão de que esses desvios todos são propositais. Estamos falando da Gainax, e as séries que citei anteriormente (a repetir: Furi Kuri e Panty & Stocking) não são exemplos de construção linear. A impressão que fica é que toda essa “bagunça” é proposital e premeditada.

Uma pena para Yoko, personagem tão carismática que perde sua relevância e espaço na série para não mais o recuperar.



O que brilha na série?


A relação entre os personagens centrais, na primeira metade do arco um, é, no meu ver pessoal, a parte mais brilhante da série. Personalidades muito características e relações que o expectador compreende e interpreta com naturalidade. E mesmo com a saída de cena de Kamina, essa qualidade ainda se mantém por um período, onde Simon se torna um personagem digno de ser chamado de herói.

O visual e estilo presentes em toda a série também são um ponto positivo que se destaca.

Nem tudo são flores.


Como foi dito pelo pessoal que me indicou Gurren Lagann na corrente, esta é uma série que desperta ou um amor imenso ou uma repulsa enorme. Interpreto isso como o exato motivo de eu, infelizmente, dizer que a série foi desapontante. E digo com sinceridade que é um pesar chegar a esta conclusão.

Tudo por causa de um “sete anos depois”.


Extrapolando o extrapolado, ou, "mechas jogando galáxias, literalmente, uns nos outros"


O segundo arco de TTGL é tão díspar com a trama anterior que você chega a se perguntar se é a mesma série, se não mudaram de roteirista, diretor, estúdio, universo. Uma comparação muito boa que me falaram quando comentei sobre este fenômeno foi: “fica parecendo um fanfic”.

Estranho? Analisando as mudanças drásticas não só no cenário, como no tipo de enredo como até em características de alguns personagens (estou olhando para vocês, Roshiu e Viral) fazem parecer que aquela continuação nem é oficial. Ainda que o título da série venha de um elemento que só surge no final deste segundo arco, o Tengen Toppa Gurren Lagann, o abismo de enredo entre um arco e outro é gigantesco.

No segundo arco temos um escalonamento de forças muito rápido e exagerado. Sinceramente cheguei a rir da batalha final, onde os mechas andavam sobre galáxias (não peçam explicações disso) e chegavam a arremessar as mesmas uns contra os outros.

Além disso a trama quer parecer séria e catastrófica nesse segundo arco. Enquanto no primeiro, ainda que tivéssemos uma luta pela sobrevivência isso não diminuía o tom de “deboche” presente em cada batalha, no segundo arco os seres anti-espirais são vilões terríveis que levam sofrimento enorme aos personagens, especialmente o protagonista Simon.

Talvez este segundo arco não seja assim tão mal estruturado, se for observado individualmente, porém tenho que confessar uma coisa: essa disparidade foi tamanha que meu interesse pelo enredo foi anulado durante toda essa trama.


Conclusões


Aos fãs de ação desenfreada, TTGL é uma pedida excelente. Batalhas são sempre o ponto alto dos episódios, não importa o momento da série. Mechas curiosos e alguns até bem estranhos no visual estão presentes só para quebrar o clima mais tenso do combate (como se os diálogos e situações já não fossem o bastante). Uma obra que se pode consumir só por toda a adrenalina presente no enredo. Uma trama de ação nada convencional, tocada em muitas partes por uma comédia de alto nível.

Porém, em termos de avaliação pessoal, sou obrigada a dizer que TTGL foi uma decepção, por conta do segundo arco tão citado na parte de análise desta resenha. Se o anime terminasse no episódio 15 teria entrado no conjunto das minhas obras mais queridas, pela dinâmica e pelos personagens, porém o choque com as mudanças e o desfecho foi tão impactante que derrubou por completo a impressão que a primeira trama havia causado.

Talvez eu tenha levado a sério demais a estrutura de uma obra do estúdio que fez Furi Kuri, que faz menos sentido ainda. Talvez.


Indicação da Corrente


Bom, esta foi minha singela participação na Corrente de Reviews 2013. Agradeço ao Did Cart do Anikenkai pela oportunidade de participar mais uma vez deste evento virtual entre blogs do nicho. Também agradeço ao pessoal do Raiburari pela oportunidade de assistir esta série que me trouxe uma gama de sentimentos enorme ao assistir. Valeu mesmo gente.

Pra finalizar, minha indicação vai para o Blog Clube de Anime UFABC. Nada menos do que. . . do que. . . o já tão citado neste post: os OVAs de Furi Kuri, do estúdio Gainax! Parece que inesperadamente é um breve momento de celebração às obras dessa empresa aqui na Corrente. Não sei qual dos redatores do blog irá fazer a resenha, mas espero que tenha aproveitado a oportunidade assim como eu aproveitei a indicação que me foi feita.

E chegamos ao fim. Espero que este review seja a volta da minha movimentação aqui pelo blog (tantos projetos e um só tempo, é um problema) e espero que aqueles que leram até aqui tenham apreciado o texto.

Até breve!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Bouken-Ni Zero, no Blog do NUPO

Oi pessoal! O Mundo Mazaki esteve um tanto parado neste começo de ano, não acham? Mesmo as tirinhas (mal feitas por sinal) do Bouken-Ni não aparecem desde a edição 28. Estou aqui hoje para dizer a vocês que tudo isso teve um bom motivo! Na verdade um ótimo motivo. A publicação do Bouken-Ni Zero, no recém-inaugurado Blog do NUPO.

NUPO? Mas o que é isso Mazaki?

Não comentei aqui no blog sobre ele, simplesmente pela falta de tempo somada ao fato de que acredito que alguns leitores mais assíduos do blog me acompanhem por outros meios, como o twitter, onde expliquei e divulguei esta novidade. 

Resumindo de modo BEM direto: o NUPO é uma união de autores (sejam ilustradores, escritores ou quadrinistas) para juntos publicarem seus trabalhos e assim conseguir duas coisas: divulgação e experiência.

Agora vamos ao prato principal.....

Bouken-Ni Zero, o primeiro one-shot do BN

Um dos comentários mais comuns que recebi nas tiras do Bouken-Ni durante este primeiro ano de publicação foi um sonoro desejo de que eu fizesse histórias maiores.

Pra falar a verdade eu só adotei o formato yonkoma (4-panel) por limitações de tempo e qualidade. Hoje em dia gosto bastante de fazer mini-histórias nesse formato, que força o autor a conseguir dizer muito com 2 pares de quadros (literalmente), mas também sempre ansiei por tentar algo com mais espaço.

Por isso vi na iniciativa NUPO a chance de arriscar.

Então, saíram pelo blog do NUPO o primeiro one-shot oficial do BN, chamado "Bouken-Ni Zero" que conta como começou a amizade (no mundo físico, não virtual) dos personagens das tiras. Peço a todos os que já leram alguma das tiras e gostaram, que dêem uma chance para minha primeira tentativa de história longa (desde os tempos que fazia tudo de bic, em páginas de caderno ^^'). Olha o link aí:




PS: Ainda não é certeza, mas talvez esse one-shot traga ainda mais novidades sobre o BN. Critiquem e comentem, preciso da opinião sincera (mesmo que dolorosa!) de vocês ;D

Até breve!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Bouken-Ni #28: Hetalia

Olá a todos! Estou de volta nas tirinhas semanais que sempre saem de duas em duas semanas! Desculpem por isto, mas a correria de final de ano atrapalhou a diagramadora a fazer a edição. Pode acontecer ne, mas isso não vai impedir o Bouken-Ni de continuar avançando até às estrelas!

Enfim, última tirinha a ser publicada no ano de 2012, o que significa que faz quase 1 ano desde que o BN começou. Nada de especial, mas espero em 2013 trazer novidades bem mais emocionantes do que esta.

E porque não finalizar o ano com uma tira sobre um mangá/anime que sofre tanto preconceito (desnecessário) dos "otakus mais comuns"? Vamos lá!



Pseudo-Cult.... você já não tem uma fama tão boa e ainda fica gostando dessas coisas de fujoshi.... sinceramente....

Pois é, apesar de Hetalia ser na verdade uma comédia muito divertida ela sofre esse preconceito, graças ao amor que o público de yaoi tem por ele. Vai entender ne, pelo menos acho que o Mimimi conseguiu representar a estranheza comum que acontece.

E. . .  é isso! Espero que todos os que acompanham (ou quem sabe acabaram tropeçando por aqui) o Bouken-Ni tenham uma virada de ano divertida e cheia de esperanças para o próximo ano. Eu espero poder ver uma estrela cadente para poder fazer um pedido sincero, tipo: 

"Estrela cadente, faça com que meus desenhos fiquem um pouco menos horríveis..... só um pouco já era bom sabe".

Que venha 2013!

 
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