Pular para o conteúdo principal

Deste mundo e além!

Os pequenos acontecimentos tão específicos que se somam e de modo determinante guiam a nossa vida, o que algums chamam de coincidências e outros de destino, são um fenômeno que me fascina, em cada detalhe pra falar a verdade.

Por um acaso desses comuns eu acabei adiquirindo de uma só vez cinco obras de J.R.R. Tolkien, entre elas as três de O Senhor dos Aneis. Não que eu fosse uma grande fã da série, mas esse ato de navergar pelo site da submarino em uma madrugada qualquer já começa a mostrar sua importância para quem já estava se desacreditando como escritora, eu.

Ainda não terminei de ler nem o primeiro dos cinco livros, Silmarillion, mas o contato com uma obra tão complexa do verdadeiro criador da ficção fantástica (qualquer um que já tenha jogado rpgs com magos e cavaleiros sabe o que é esse gênero) já teve efeito sobre a minha mentalidade no sentido criativo. Depois de muitos meses, na verdade creio que sejam na verdade alguns anos, eu finalmente voltei a trabalhar seriamente na obra que pretendo publicar desde que tinha doze anos de idade.

O que O Senhor dos Aneis e minha obra tem haver é o gênero, a ficção fantástica, mas também a enorme complexidade dos universos construídos para as tramas apresentadas. A cada dia, a cada capítulo de O Silmarillion, me fascino mais pela mente complexa que conseguiu criar um universo tão concreto e sólido para suas tramas. Um misto de admiração e auto-reconhecimento é o que verdadeiramente está solidificando a admiração distante que eu tinha por Tolkien. Provavelmente nem sejam os elfos e orcs que me façam sentir tanto anseio por ler mais, mas sim a grandeza desse mundo no qual a Terra-Média existe.

Outra grande surpresa que tive foi descobrir que Tolkien era profundamente católico em vida e que foi na verdade a sua fé que o fez ter mais motivação para criar Arda e todos os filhos de Ilúvatar que ali habitam. Encontrei um interessantíssimo artigo sobre isso em um site totalmente dedicado a este autor que merece com certeza tanta admiração

http://duvendor.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=603&Itemid=93


Pra terminar por hoje vou deixar o vídeo com a abertura do primeiro dos filmes da trilogia de O Senhor dos Anéis, talvés não seja o ideal para apresentar esse universo a quem não está familiarizado, mas é uma introdução.

Matta ne!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

UQ Holder - o novo mangá de Ken Akamatsu começa com tudo!

A estréia de UQ Holder, nova obra de Ken Akamatsu se deu no mês de agosto deste ano de 2013 e foi cercada de grande expectativa: desta vez o mangaká tinha a intenção clara de fazer um mangá de ação desde o princípio.
Talvez no Brasil o trabalho de Ken Akamatsu não seja tão reconhecido quanto poderia. Sua imagem é muito marcada pelos fanservices de Love Hina. Muitos sequer chegaram a ler sua obra seguinte e de maior sucesso comercial: Mahou Sensei Negima. O plot de um menino cercado de 31 garotas também ajudou a aprofundar o preconceito de leitores que (no meu ver pessoal) parecem valorizar demais a sexualidade nos mangás, esquecendo de analisar outros aspectos como a comédia, e, principalmente, a qualidade dos personagens.


Ken Akamatsu é um mestre em criar personagens cativantes e Negima foi um grande sucesso quando conseguiu mesclar a comédia, esses personagens apaixonantes e uma dose de ação crescente. Lutas muito bem desenhadas estão nas páginas da obra de forma cada vez mais cons…

Sobre o que fala Suzumiya Haruhi, afinal?

Suzumiya Haruhi é uma série de light novels que já conta com 10 volumes e o suspense se irão haver novas publicações ou não. A história ficou mais famosa quando se transformou em anime e então a franquia caiu no gosto do público otaku pelos seus clichês cômicos, personagens carismáticos e uma dancinha viciante para viralizar. Porém muitos acabam julgando que a obra não passa de um entretenimento barato para otakus e que não possui nenhuma mensagem intrínseca. O que é um erro e eu vou dizer o motivo:

Qualquer obra, por mais comercial e batida que seja, pode conter em si uma mensagem, talvez supérflua, talvez profunda, mas não é por causa de questões visuais ou estilísticas que deve ser ignorada essa possibilidade.

Vou citar um exemplo de conhecimento mais comum no mundo do entretenimento para deixar mais simples o entendimento.

Matrix, o filme de 1999, é uma história louca sobre pancadaria alucinada entre realidade e mundo digital? Bom, essa pode ser a cara do filme, com seus efeitos …

Comentários sobre Planetes v.1

Olá a todos!
Esse ano de 2015 tem sido muito bom para leitores de mangá que também são leitores de ficção-científica. Grandes anúncios como Akira e o relançamento de Eden (ambos pela Editora JBC) são alguns dos principais nomes desse momentos, mas outros títulos de peso também chegaram às bancas. Esse é o caso de Planetes, mangá de Mokoto Yukimura, autor também de Vinland Saga (ambos publicados pelo selo Planet Mangá, da Panini).
Comentários sobre a trama



Em um futuro próximo, onde o desenvolvimento da exploração espacial já torna possível a construção de estações e bases em alguns pontos do Sitema Solar, em Planetes acompanhamos a vida de Hoshino Hachirota (ou "Hachimaki", como lhe chamam), um jovem astronauta que tem uma das funções de menor glória: lixeiro espacial. Um trabalho exigente e necessário, mas que não é dos mais gratos.
Temos, além de  outros dois tripulantes na nave Toy Box: Yuri Mihairokov, um russo que tem um motivo bastante distinto. Além deles temos a pilo…