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Como diria o Zetsubou-sensei 01


Olá a todos! Começando uma nova e (tipicamente) peculiar coluna no Mundo Mazaki: "Como diria o Zetsubou-sensei" é um espaço onde vou, atraves das declarações absurdas (e pertinentes) do personagem Itoshiki Nozomu, o Zetsubou-sensei, discorrer sobre tópicos que podem tanto estar dentro do "mundinho otaku" como falar da sociedade como geral.

Não esperem aqui por imparcialidade ou análise técnica, ok? Primeiro porque eu não sou uma blogueira "profissional" e pseudo-jornalística (talvez alguns gostem disso, eu gosto), não tenho talento para ser "correta" em postagens como um pedaço de plástico, deve ser o mal de escrever ficção. Segundo porque estamos especulando em cima da filosofia de um mangá nonsense (que baixo nível!). Nada de inteligente pode vir disto!

E porque fazer isso então, se não vou ganhar nenhum troféu do clubinho dos blogueiros-super-friends-somos-legais? Ora, porque Itoshiki Nozomu é filosofia de vida! Vamos começar!




Certa vez o Zetsubou-sensei disse:

"Se você eliminar toxinas aleatoriamente as consequências poderão ser severas!" (Isso foi no episódio 05 do anime, antes que alguém venha dizer que sou uma fanática fajuta).

Quando ele disse isso estava se referindo à pessoas tóxicas, cheias de vícios e manias malucas. No referido episódio ele demonstra como eliminar todas as toxinas de nosso ser pode ser prejudicial, pois as pessoas acabam parecendo meio "sem algo".

De alguma maneira absurda este questionamento acabou vindo a tona na minha mente após assistir ao primeiro episódio da série de TV de Black Rock Shooter.

"Caramba, Mazaki, explica isso antes que eu feche o blog achando que você enlouqueceu"

Ok ok, é simples.

Antes de assistir, em uma conversa informal acabei sabendo que "todos" (aqueles seres que você não sabe quem são e que parecem estar te cercando por todos os lados) [e o Diogo Prado XD] haviam falado mal de BRS, dos personagens, da animação, do Noitamina "que era maravilhoso" (espera aí, só eu vi C ou só eu não vi?) e de todo o raio de coisas envolvidas nisso. (Eu estou ainda sem internet em casa enquanto escrevo este post, é uma aventura!)

Então eu assisti BRS.

E gostei.

Não que realmente seja um clássico, uma filosofia de vida. Porém eu absorvi a proposta e ocupei meu tempo em observar as diferenças de roteiro para o OVA, o ritmo da narrativa e adaptações. Achei mais coerente do que o citado OVA anterior, que por si só foi uma sucessão de erros de roteiro e terminei o episódio satisfeita com aqueles 23 minutos, curiosa para saber o que viria a seguir (malditos escritores aspirantes, fazendo sempre pose de espertos).

Então me ocorreram questionamentos.

"Será que eu teria apreciado o episódio de maneira tão aberta e simples se tivesse debatido, lido e etc todos os comentários negativos sobre a obra antes?"

(Por mais cheia de personalidade que uma pessoa seja, ninguém pode negar que fica com pré-conceitos e sentimentos sobre uma obra ao ver diversas opiniões, ainda mais se elas forem na mesma direção. Você acaba assistindo com o pensamento "será que eles estão certos?")


(Edited: Até estou com receio de publicar este texto só porque, editando-o eu parei para ler mais as duras críticas XD)

"Então esta minha opinião foi livre de "toxinas"?"



Zetsubou-sensei sempre trata dos assuntos fundamentais.

Na minha experiência acredito que estar livre das "toxinas" (necessidade/mania de debater animes com outros otakus pela internet como se minha vida dependesse disso) foi benéfico, pois me permitiu apreciar a obra da maneira mais sincera que poderia.

Claro que na minha mente ainda ressoaram as críticas da época que anunciaram o anime, alias foi o que me motivou a escrever este texto para discordar.

Foi uma experiência gratificante e diferente absorver um enredo estando um pouco "desintoxicada". Claro que isso não me garante que o restante do anime vá ser compensador, mas tentarei assimilá-lo do modo menos preconceituoso possível. E ainda que seja bem ruim, ora, histórias ruins são muito boas de se refletir e debater!

Uma conclusão é possível?

Bom, eu sei que muitas pessoas que lerem este texto vão se abster de fazer comentários pelo fato de isto não ser uma análise mecânica de episódio, não ser engraçado como um texto do Mais de Oito Mil ou não ser um texto de primeiras impressões. Mas vou concluir a ladainha para aqueles que tem paciência e talvez também gostem de blablablá.

Essa história de "eu procuro opiniões antes para saber se vale a pena assistir ou não" é um caminho que só leva a uma atitude "tóxica" em relação às obras, o que gera essa mania (desagradável) de sempre achar que "os animes estão péssimos". Que vicio em desgosto é esse?!

Não que seja preciso evitar as toxinas (afinal o 4chan é sempre um lugar feliz e doentio), mas, poxa, coitados dos roteiros, eles merecem uma apreciação um pouco mais "justa".

(PS: Logo sai um bouken-ni sobre essa mania de apostar e criticar tudo, então melhor eu não fugir demais dessa falta de foco em formato de post.)

PS 2: Ah, se eu não responder aos comentários devidamente lembrem-se que eu ainda estou SEM INTERNET!!! (ZETSUBOUSHITAAAA)


PS 3: É quase como se eu fosse da "oposição".Divertido!

Comentários

  1. Saudações


    Amiga Mazaki, tenho pontos de concordância e de discordância com o seu texto. Mas começarei com os prós...

    Acredito ter entendido o que (e não quem ou quais) você quis cutucar neste texto. O vício referente (caracterizado pela "impureza" no hilário episódio de Sayonara Zetsubou Sensei por ti citado) se trata de costume que muitos tem de olhar e julgar mal uma obra sem o devido aprofundamento.

    O exemplo por ti enfatizado, BRS, se encaixa muito bem. Mas o nobre Diogo Prado não é o único à ter criticado de forma pesada o anime (que eu ainda não assisti). Geralmente, quando aparece alguém que tenha uma opinião contrária à esta, passa a ser taxado de tudo (menos de pessoa com "bom gosto").

    Cabe aqui manifestar o forte poder da palavra, quando bem impregnada. Eu, como blogueiro, sei o que isso significa (muito embora minha pessoa não seja o melhor exemplo). Mas posso enfatizar, em meu caso, que gostei de animes como Midori no Hibi, 30-sai e alguns outros para os quais a maioria das pessoas tendem à "torcer o nariz".

    O ponto no qual não concordo muito vem agora...

    Mazaki, acredito que foste um pouco crítica demais. Inclusive consigo mesma pois, no último parágrafo deste texto, notei um tipo de desmerecimento ou algo próximo à isso. Claro que devo concordar que, dependendo do enfoque do texto, muitos poderão não ter a coragem para nele comentar aquilo que realmente pensam ou, pior, poderão fazê-lo pelas costas.

    Não acho que deva existir esta questão do "sou à favor" e "sou contra". Recentemente, em SP, me encontrei com três amigos. Quando falei que eu estava assistindo a "Kill my Baby" (um nonsense burro e desenfreado, admito), riram suavemente (ao menos dois deles).

    Toda a crítica é bem vinda e, no meio animístico, às vezes elas ressoam de uma forma pesada demais. Muito embora eu deva levar isso em consideração, confesso que não entendo...

    O que eu penso...

    Sou contra o hype de animes. Claro que já fiz (e ainda faço) uma propaganda amiga dos animes, mangás ou qualquer outra obra cultural pela qual eu muito esteja esperando. Mas o hype destrói o senso crítico, ao meu ver. Faz com que uma pessoa espera tanta coisa de uma obra "x" que, quando esta não ocorre, aparecem os textos já conhecidos...

    Estou assistindo Another da forma mais descompromissada possível. Aliás, eu nem cogitava ver o anime. Estou gostando dele (provavelmente, da mesma forma que você gostou do primeiro episódio de BRS, Mazaki).

    Desculpe pelo longo comentário. Mas peço que mantenha o seu ótimo trabalho.


    Até mais!

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  2. Bom texto, concordo em alguns pontos mas discordo de outros também.

    Acho errado essa de se abster do mundo e das opiniões exteriores. Sei que não é seu caso, mas para mim muitas vezes fica a impressão de que está tocando um "não ligo a mínima" ao que os outros pensam e assim não trocam-se ideias.

    Agora, há um problema em algumas críticas por aí que só alimentam as dificuldades em trocar ideias de uma forma saudável: EXAGERO. Sim, eu li quase todas as primeiras impressões sobre Black Rock Shooter; boa parte delas fazia uma análise bem completa do episódio, outras até indicavam posts com opiniões diferentes para que a turma pudesse assistir e construir seu próprio senso crítico sobre a série. Só que haviam algumas que pareciam uma simples xingação escrachada, sem o menor intuito de exemplificar o porque do episódio ter sido tão ruim ou sequer estimular o leitor a conferir por conta própria para discutir a respeito. E PIOR, desvalorizou quem gostou da estreia. Falta de compromisso com a responsabilidade que assumiu de informar como blogueiro. (E eu prefiro não citar nomes, mas quem leu por aí deve perceber de quem estou falando. E minhas desculpas se soou ácido, mas foi a impressão deixada por alguns textos.)

    Mas venhamos e convenhamos: Black Rock Shooter é fraco. Não é a pior coisa do mundo e o anime pode gerar um roteiro até mais coerente que o OVA, mas é básico demais, e exageradamente comercial. Existem coisas comerciais muito bacanas (se for olhar meu Top 5 animes, a maioria esmagadora é mainstream xD), mas BRS não tem o compromisso de tentar ser o que melhor que poderia ser, fica difícil apreciar um roteiro deste pequeno porte IMO. A ideia da série poderia render um bom roteiro psicólogico, mas também é caminho perfeito e muito fácil para gerar um material cuja principal intenção é VENDER, VENDER, VENDER.

    Enfim, sintetizando o que eu queria dizer nesse comentário meio confuso: não acho certo as pessoas se isolarem numa bolha e esquecerem do que pensam as pessoas do lado de fora, mas entendo que há gente incentivando esse comportamento de isolamento, fechando o espaço para rages/babação-de-ovo e impondo demais o que pensa, ao invés de abrir espaço para algo que muita gente precisava aprender na internet: trocar informações e ideias. Talvez eu não seja o melhor exemplo de blogueira, mas faço o que posso para apontar os lados positivos e negativos daquilo que apresento e sempre abro espaço para as pessoas expressarem o que pensam.

    P.S.: Preciso assistir Sayonara Zetsubou Sensei ;_;

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  3. Mazaki, estou, absolutamente, sem palavras para o seu texto. Também penso da mesma forma. A nossa opinião acaba sendo podada pela dos outros (fato!).

    E BRS, que ainda nem assisti, e já estou cheia de opiniões sobre o animê ser ruim. Acabei nem pegando pra ver por medo de não ser bom (admito). Odeio essa forma de criticar da blogosfera (como já falei aqui ).
    E,de certo modo, fico muito feliz que tenha alguém alfinetando os blogueiros nesse quesito (e pelo visto,é isso o que o seu blog faz. Até com o Bouken-ni).
    Blog Abstrações

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  4. Amigo Carlírio, essas duas pessoas que riram de você seriam eu e o Qwerty? (que a propósito eram os dois únicos que estavam lá naquele momento).

    Para dizer a verdade nem ligo se alguém assiste Kill me Baby, a questão é que naquele contexto da nossa conversa caia bem como uma piada caro amigo ^^

    Nos dois até rimos de Kanon 2006, anime que eu e ele não negamos que gostamos. Questão de contexto Incubator Carlírio.

    Sobre o post, eu leio as primeiras impressões dos blogs, pelo menos dos maiores (não é por ignorância aos menores, questão de tempo mesmo). Ultimamente tenho dado menos bola pra isso e até trocando menos ideia com o pessoal, mas é porque não tenho o fôlego e a empolgação de outrora. Preciso "maximizar" meu tempo para que consiga pelo menos ainda estar presente aqui no meio otaku.

    Acho importante o papel dos blogs como formadores de opinião, mas vez ou outra o pessoal exagera, e há essa intenção de as vezes "isolar" o pessoal que gosta de outras séries, que não sejam aquelas bem faladas na temporada.

    Mesmo assim vejo como importante tanto o papel do lado da "crítica", quanto do pessoal que só assisti por puro gosto pessoal. E para dizer a verdade, prefiro que os dois convivam na rede, do que só um "ditadura da crítica ou do fanatismo".

    O problema é considerar os blogs como único problema, já que eles postam a opinião deles e concorde ou discorde quem quiser. A questão que não é culpa deles se parte do público simplesmente recicla e usa as opiniões deles como se fossem suas.

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  5. Saudações


    Calma, nobre Nisishima...

    Como pôde esquecer do rapaz do blog Raiburari que estava lá? Sim, pois eu estava me referindo à conversa no restaurante, durante o almoço.

    E sim, estava citando você e o amigo Qwerty em meu comentário. Não por maldade, longe disto (se pensaste assim, peço desculpas para você e para ele). Mas citei ambos pela menção à conversa e tal que, um tanto, bate na proposta do post apresentado pela jovem Mazaki.

    Quanto à Kanon2006... Bom... Era apenas um walpaper de celular...^^


    Até mais!

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  6. Bem, eu consigo enxergar duas linhas nesse seu texto. Uma com a qual concordo, que é a saturação criada pelas pré-críticas que nos fazem chegar a um animê já com idéias e conceitos formados.

    Outra, que eu acho que de certa forma, manchou seu texto, é a crítica a "imprensa especializada". Textos semi-jornalísticos, análises, primeiras impressões. Há público para esse tipo de material, exatamente porque tem quem queira, quem precise, de uma indicação ou contra indicação. Sim, porque, ao contrário do que o seu texto me deu a entender, nem sempre de "desgosto" é feita uma análise, já assisti muita coisa porque li em um blog que era bacana.

    Uma moeda. Dois lados.

    P.s: Acho o "mangá nonsense" Sayonará Zetsubou Sensei uma das obras mais inteligentes com que já tive contato, diria até mesmo de difícil digestão.

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