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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Sobre o que fala Suzumiya Haruhi, afinal?

Suzumiya Haruhi é uma série de light novels que já conta com 10 volumes e o suspense se irão haver novas publicações ou não. A história ficou mais famosa quando se transformou em anime e então a franquia caiu no gosto do público otaku pelos seus clichês cômicos, personagens carismáticos e uma dancinha viciante para viralizar. Porém muitos acabam julgando que a obra não passa de um entretenimento barato para otakus e que não possui nenhuma mensagem intrínseca. O que é um erro e eu vou dizer o motivo:

Qualquer obra, por mais comercial e batida que seja, pode conter em si uma mensagem, talvez supérflua, talvez profunda, mas não é por causa de questões visuais ou estilísticas que deve ser ignorada essa possibilidade.

Vou citar um exemplo de conhecimento mais comum no mundo do entretenimento para deixar mais simples o entendimento.

Matrix, o filme de 1999, é uma história louca sobre pancadaria alucinada entre realidade e mundo digital? Bom, essa pode ser a cara do filme, com seus efeitos …

UQ Holder - o novo mangá de Ken Akamatsu começa com tudo!

A estréia de UQ Holder, nova obra de Ken Akamatsu se deu no mês de agosto deste ano de 2013 e foi cercada de grande expectativa: desta vez o mangaká tinha a intenção clara de fazer um mangá de ação desde o princípio.
Talvez no Brasil o trabalho de Ken Akamatsu não seja tão reconhecido quanto poderia. Sua imagem é muito marcada pelos fanservices de Love Hina. Muitos sequer chegaram a ler sua obra seguinte e de maior sucesso comercial: Mahou Sensei Negima. O plot de um menino cercado de 31 garotas também ajudou a aprofundar o preconceito de leitores que (no meu ver pessoal) parecem valorizar demais a sexualidade nos mangás, esquecendo de analisar outros aspectos como a comédia, e, principalmente, a qualidade dos personagens.


Ken Akamatsu é um mestre em criar personagens cativantes e Negima foi um grande sucesso quando conseguiu mesclar a comédia, esses personagens apaixonantes e uma dose de ação crescente. Lutas muito bem desenhadas estão nas páginas da obra de forma cada vez mais cons…

HyperComix(1996) e uma reflexão sobre a eterna luta do mangá brasileiro

Com essa onda de projetos online e pedidos de doação que movimentam o mercado indie de quadrinhos na estética do mangá feito no Brasil os desinformados (ou mesmo os mais novos) acabam por imaginar que é novidade que os artistas brasileiros estejam lutando por espaço no mercado editorial. Mas essa luta já é muito antiga e vem de épocas onde tudo era muito menos favorável.
Acabei descobrindo um pouco sobre essas histórias do passado por acaso, quando cruzei com alguns volumes da HyperComix em um sebo aqui de Porto Alegre.
Ei, mas eu conheço esses nomes!
Foi por acaso durante um passeio com o (sempre) nobre Carlírio que visitava a capital gaúcha que me deparei com alguns volumes dessa publicação que desconhecia. Não demorou para o que conhecido "Padrinho" me desse informações básicas da publicação, que me despertaram interesse em comprar aquelas "relíquias". Uma viagem no tempo e na história dos quadrinhos brasileiros.
A HyperComix foi publicada em 11 edições nos anos…