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HyperComix(1996) e uma reflexão sobre a eterna luta do mangá brasileiro

Com essa onda de projetos online e pedidos de doação que movimentam o mercado indie de quadrinhos na estética do mangá feito no Brasil os desinformados (ou mesmo os mais novos) acabam por imaginar que é novidade que os artistas brasileiros estejam lutando por espaço no mercado editorial. Mas essa luta já é muito antiga e vem de épocas onde tudo era muito menos favorável.

Acabei descobrindo um pouco sobre essas histórias do passado por acaso, quando cruzei com alguns volumes da HyperComix em um sebo aqui de Porto Alegre.

Ei, mas eu conheço esses nomes!

Foi por acaso durante um passeio com o (sempre) nobre Carlírio que visitava a capital gaúcha que me deparei com alguns volumes dessa publicação que desconhecia. Não demorou para o que conhecido "Padrinho" me desse informações básicas da publicação, que me despertaram interesse em comprar aquelas "relíquias". Uma viagem no tempo e na história dos quadrinhos brasileiros.

A HyperComix foi publicada em 11 edições nos anos de 1996/1997 pela pequena editora Magnum. A mesma teve apenas mais uma publicação: o mangá brasileiro de Megaman. 



Foi um segundo choque quando descobri sobre essa segunda publicação, pois eu tive acesso a essas revistas lá naqueles distantes anos de 96/97, quando estava no início do Ensino Fundamental, em Manaus. Volta e meia me questionei qual teria sido o destino daquelas revistas do Megaman e, vejam só, descobri um elo quando nem esperava com aquele passado.

Mas voltando às HyperComix. Vários nomes que fazem parte dessa história muitas vezes ignorada ou desconhecida dos quadrinhos inspirados no mangá feito no Brasil. O que mais se destacou para mim foi o do Sérgio Peixoto Silva, antigo editor da revista Animax que agora tem um blog que segue a mesma vibe da publicação impressa daquela época. (visite a  Revista Animax - O máximo em animação japonesa AQUI).



As histórias das revistas HyperComix eram paródias de nonsense (e algumas vezes fanservice) extremo. Um espírito de ousadia e falta de qualquer limite no que tange tirar sarro das grandes obras da animação daquela época permeiam cada página dos volumes desse Fanzine.

Guardem este detalhe, o Fanzine com F maiúsculo. Depois vou voltar com ele para a reflexão deste texto.

Li nos poucos textos que fazem referência à HyperComix na internet que a série não teve sucesso principalmente por abordar obras que eram grandes no Japão, porém desconhecidas no Brasil na época, como Bastard e Rurouni Kenshin. Como não tinha conhecimento na época desses fatos, não tenho como confirmar, mas sou tendenciosa a acreditar neste argumento. Ainda assim, o fato de um fanzine ter perdurado por 11 edições e ser ainda hoje encontrado em sebos é prova suficiente de sucesso dentro da sua proposta ousada, porém consciente de suas limitações.

Agora vamos para a segunda parte deste texto, a reflexão.

No presente, no futuro, indo aonde for! (ou, perdoem a mania de citar trechos de música sempre que possível)

Conhecer as divertidas, porém singelas HyperComix me levou a pesquisar um pouco mais sobre a história dos autores brasileiros que publicaram, publicam o querem publicar quadrinhos ditos mangás no Brasil. Existe uma cronologia resumida com muita qualidade no site Kotatsu. 

Sei que tem muito veterano de guerra que sabe de cor o nome de todas as revistas de mangá que já saíram no Brasil por brasileiros e que não se surpreendem ao saber que a primeira tentativa ocorreu em 1964. Porém também existe muita gente de gerações mais recentes (eu nem sou dos novinhos e não sabia da maioria das informações!) que acha que a Ação Magazine foi o primeiro empreendimento que fracassou na publicação de mangás brazucas.

O link da cronologia é este que segue: http://www.kotatsu.com.br/wiki/doku.php?id=mangas_brasileiros

Eu lembro de vários desses da leva de 2002 em diante, mas confesso que nunca vi, nem li nada de Holy Avenger. Só sei que essa é a série que mais tem fãs de odiadores de todas. Consequências do sucesso. (Apesar de que a Ação já deve estar perto de alcançar o número de odiadores, mas isso é impressão pessoal)

Mas a reflexão que gostaria de trazer neste segundo momento do meu post é sobre a postura desse mercado emergente de publicações brasileiras de mangá.

Não há dúvidas de que hoje em dia o mercado está muito mais propício do que a anos para estas obras, mas ainda assim não é um paraíso. Incentivos e leis estão se consolidando para dar espaço aos artistas brasileiros, o público dentro do nicho de mangás está menos preconceituoso com obras nacionais (apesar de desgostos que é melhor nem comentar). As revistas digitais estão mostrando cada vez mais que talento não é o que falta para os nossos compatriotas dos quadrinhos.

Já falei aqui no Mundo Mazaki da Conexão Nanquim (quando ainda se chamava Nanquim Digital). Uma publicação online que traz em suas páginas obras incríveis como Nova Ventura, Egoman ou o (na minha opinião nada imparcial) genial </3 (lê-se "menor que um terço" apesar da figura evocada seja, obviamente, a de um coração partido). Talvez a revista tenha tomado algumas decisões que eu não concorde muito em algumas ocasiões, mas isso acontece e continuo achando o projeto e trabalho de toda a equipe Conequim ótimo.

Não se deixem abater por qualquer adversidade no caminho, equipe Conequim!

Só que em um contexto mais amplo, onde projetos parecem se multiplicar todos os dias pedindo doações para se lançar, onde posturas no mínimo arrogantes são tomadas como incentivo na participação de concursos de quadrinhos, quando peguei as HyperComix nas mãos fui levada a refletir sobre a postura do passado e presente.

Na capa das HC estava estanpado "o Fanzine chega às bancas". A obra não tinha nenhum medo em chamar-se de Fanzine, tanto por ter noção de suas limitações em qualidade, como pela própria liberdade temática. Nas páginas das revistas não havia sinais de vergonha por estar trabalhando em algo que se declarava amador.

Hoje em dia, porém, a atitude geral é bem outra. Claro que para tornar um mercado embrionário em algo real é preciso ter atitude profissional, mas as coisas ficam meio confusas quando você confunde profissionalismo com arrogância.

Infelizmente uma briga de egos inflados permeia projetos que poderiam (e poderão ainda) ser bem sucedidos. Falta humildades dos que estão começando e dos que estão aí nessa eterna luta já a um bom tempo.

Postura, é sobre isto que estou falando. Parece que nossos novos e "novos-novos" autores não querem iniciar suas escaladas no mundo profissional tendo noção de que são pequenos, porque tudo começa pequeno. Arrotando qualidade grandiosas aos quatro ventos, sem conseguir mostrar resultados do tamanho das suas palavras, porque é natural que todos os resultados começam pequenos.

Os próximos capítulos dessa eterna batalha do quadrinho nacional vai ser marcada por essa disputa onde a arrogância tem um predomínio aparente sobre a humildade. A minha torcida fica para que a arte vença no final e possa ser levada enfim ao patamar profissional que tanto anseia a décadas.



Comentários

  1. Oi Mazaki!

    Adorei o texto, ótima reflexão acerca do nosso mercado (?) de mangás nacionais.
    Apesar de ouvir falar de Holy Avenger, cheguei a ler acho que uma das edições só hauahuhua preciso parar uns dias na biblioteca da faculdade e ler.
    Tenho acompanhado o trabalho de artistas brasileiros sempre que posso, e realmente notei um pouco essa mudança na postura dos próprios artistas, com o passar do tempo, no que se refere ao termo “fanzine”. Sei lá, eu não ligo da minha obra ser chamada de fanzine pelo outros, até porque muita gente relaciona trabalho independente como fanzine e em eventos de anime, por exemplo, o termo é usado pra designar produção independente. Porém se você chegar a pesquisar um pouco mais a fundo sobre o termo fanzine, percebe que ele tem um significado bem mais amplo e abriga tudo quanto é tipo de publicação, daí talvez a aversão às pessoas com relação a tal termo. Acho que também essa onda atual, para ter um mercado nacional de mangás mais firme, seja uma das causas pelo qual o pessoal prefere usar o termo “quadrinho independente” ou “quadrinho nacional”. Ou “quadrinho, mangá” mesmo. XD

    Uma coisa que achei importante você citar é sobre essa eterna briga de egos, que ao meu ver, não leva a nada. Pessoal fica se achando a última bolacha do pacote só porque conseguiu um pouco mais do que os outros. Arrogância é algo que não consigo suportar num artista, ninguém consegue fazer uma obra 100% perfeita, todos nós somos passíveis de erros. Acho que falta um certo posicionamento profissional, mesmo. Se a pessoa quer ser reconhecida como um profissional de quadrinhos, comece a agir como tal e guarde ressentimentos pessoais para si, mas não fique reclamando em todas as redes sociais que participa.
    Já cansei de ver mimimi de certos artistas em Facebook, Orkuts da vida, porque não aceitam críticas em cima de sua obra. Você pode até não concordar com ela, mas guarde para si ou para amigos, e não fique postando como se fosse o senhor dono da verdade absoluta. Esse tipo de postura realmente me irrita, e até acaba fazendo perder a admiração que tenho em cima da obra do artista.

    Enfim, fico no aguardo de mais postagens a respeito, esse tipo de assunto costuma gerar boas discussões XD

    (Nossa ficou um texto grande LOL)

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  2. Saudações


    Pelo jeito, acabei contribuindo para algo bem maior, amiga Mazaki. Mas a verdade é esta, pois deve existir trabalhos ainda anteriores à HyperComix, que talvez tenham se perdindo no limbo do tempo.

    Aliás, a temática procede e é muito forte. Você a tratou bem, sem ataques ou algo do gênero.

    Uma coisa que não se pode negar é o chamado advento da ideia em se publicar algo. Me lembro que, quando saíam as HyperComix, as mesmas sofreram "n" atrasos. Além disto, a própria Animax com isso (a ideia da AnimaxBIG, somente com pôsters, não durou mais do que uma edição).

    Quanto ao ego inflamado, isso não é bom. As pessoas não aprendem que, quanto menos auxiliarem-se pela causa, pior será...

    No mais, ótimo post.


    Até mais!

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  3. Olá!

    Então, como eu comentei no Facebook, tu pegou a parte "mansa" da HC.
    Os 4 primeiros números eram pauleira, sexo adoidado, os cavaleiros pegando geral no meio da pancadaria, o Shun lascando o Mestre Ares...xD
    O irônico dessa época é que a revista era vendida sem saco plástico, lol total isso, pensando bem.
    Bom...
    Eu lembro que na época eu achei correto a Hpercomix ficar mais mansa, porque tava gerando muitos comentários, mas pensando por outro lado, acho que alguma coisa se perdeu nessa transição.
    Talvez a liberdade de se falar o que desse na telha, que os cavaleiros e demais animes citados nas sátiras não eram uma coisa sagrada que deveria ser louvada.
    "Todos os ídolos devem ser contestados", diziam.
    Não acho que esse pensamento esteja errado. O humor só funciona porque não perdoa nada e nem ninguém.
    E com anime não poderia ser diferente.
    No meu entender, tinha que zoar sim, dane-se o que os fãs achariam disso.
    Enfim, acho que os mangás nacionais começaram a morrer quando a Hypercomix aceitou ser mais controlada. Revistas no estilo dela, com paródias de humor ainda tiveram uma sobrevida na revista "Aniparo" da editora Kingdom Comics, e um pouco na "Defensores de Tóquio" da editora Trama, mas ambas não duraram.
    O "filão" do humor secou.
    Hoje em dia, só acho coisas parecidas com a Hyper, Aniparo, etc em fanzines e olhe lá.
    Mas eu achei seu comentário pertinente Mazaki, o povo não quer saber de se profissionalizar, querem ficar no fanzine para sempre.
    Eu não vejo a gente criando um mercado de verdade ficando só no fanzine. Tem fanzines rolando por aí a anos e nunca sairam disso.
    Fazer fanzine pra mim é andar em círculos. Tem que ter uma meta, um desejo de ir além.
    Fazer por fazer não ajuda.

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  4. Aparentemente esse meu template do blog, ou talvez a versão dele, não me permite responder diretamente os comentários um a um, então vou fazê-los de modo mais "manual".


    Yumi-chan

    Obrigada por participar com sua visão de quadrinista que faz um trabalho legal como o Sigma Pi. Isso traz um olhar mais interno sobre essa questão que propus no texto.

    Realmente não vejo necessidade nesse medo todo a cerca do termo "fanzine". Se a pessoa está começando, está realmente fazendo algo por si só, sem editora nem nada, porquê o medo do termo? Ainda confundem muito fanzine com falta de qualidade, essa é a verdade.

    E sobre essa arrogância... bom, não é por esse caminho que se chega ao profissionalismo mesmo.

    Obrigada por comentar, Yumi ^^

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  5. Carlírio, meu amigo, você está sempre presente nos comentários né, é uma atitude muito legal que ainda estou tentando aprender, hehehe.

    Realmente não imaginava que aquele passeio no sebo fosse me despertar para conhecer bem mais sobre as publicações brasileiras. No link que deixei na postagem tem muitas informações de coisas mais antigas e de anos posteriores também. Quem sabe se eu conseguir mais material de algumas coisas eu não traga novos textos.

    Especialmente se achasse por aí pérolas como Hérois S.A. (li essa quando saiu em um compilado, em forma de one-shot, e adorei!)

    Obrigada novamente :)

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  6. The Fool

    Fabiano, seu comentário realmente teve pra mim uma visão mais próxima do que aconteceu naquele período. Essa história de podarem o humor e isso se refletir em obras posteriores é uma informação preciosa que nunca encontraria pesquisando na internet. Se já se tem tão pouco material sobre essa época, imagine essas relações que só quem viveu pode comentar.

    Agora, sobre o negócio de fanzineiros e profissionais acho que você não captou bem o meu ponto. Eu também acompanho de perto a saga de novos autores que estão tentando de tudo para chegar ao mundo profissional e foi por isso que comentei da arrogância.

    Resumindo meu pensamento em outras palavras eu diria que, infelizmente, tem muitos artistas que anseiam ser profissionais, mas que tem atitudes imaturas muitas vezes piores do que fanzineiros sérios.

    Afinal, como eu falei na minha resposta à Yumi-chan, não tem nada de errado em ser fanzineiro, se é isso que você quer ser. Agora querer ser profissional cometendo falhas piores do que fanzineiros descompromissados, isso sim é de se lamentar.

    Obrigada mesmo pela enorme contribuição com informações no seu comentário, Fabiano :D

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  7. Nossa ... Megaman ... eu quase mandei um teste pra editora magnum na época pra desenhar nesse mangá, mas na época eu não era muito bom. Viajava demais no aspecto dos personagens e não tinha definição de traço. Cada teste que eu desenhava ou eu dava pra algum amigo na escola ou jogava fora porque não ficava satisfeito com o resultado. Aí o tempo passou e eu fiz o fanzine Tempo do Fim, que acabei vendendo de porta em porta aqui em Carapicuíba. Eh! Eh! Mas é uma pena que eu não consegui acompanhar direito aquela época, seja porque não chegavam muitas publicações aqui em Caracas ou eu não tinha dinheiro. Mas vou fazer isso também, visitar uns sebos daqui de São Paulo e ver se encontro umas preciosidades dessa época.

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