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Comentários sobre Assassination Classroom #01

Olá a todos! Depois de mais um período de hiato neste blog ressurjo aqui para fazer tecer alguns comentários sobre um dos mangás que comecei a colecionar recentemente. Trata-se de Assassination Classroom, lançado pelo selo Planet Mangá, da editora Panini.

Vale ressaltar, antes de começar este breve comentário que meu intuito não o de reunir dados ou esboçar opiniões técnicas sobre este mangá (ou sobre qualquer outro que futuramente possa trazer ao blog), mas sim fazer uma análise bastante pessoal e de experiência de leitura. Aqueles que já acompanham meu trabalho aqui no Mundo já estão acostumados a isso, mas sempre é bom ressaltar para possíveis viajantes de primeira escalada.

Enfim, vamos ao tema: Assassination Classroom.



Para começar preciso deixar bem claro que eu não conhecia NADA sobre o plot da história até pouco antes de começar minha leitura. Acabei pegando vagas informações quando comprei o mangá, graças a um comentário de outra pessoa que também nada havia lido do mesmo. Informações básicas que qualquer plot de páginas de referência possui, mas que ainda não havia observado. Para falar de modo resumido seria o seguinte:

Um monstro com aparência bizarra, meio gelatina, meio polvo, destruiu 70% da lua e pretende destruir o planeta Terra inteiro dentro de um ano. Por sua própria vontade ele decide também tornar-se professor da turma E da escola Kunugigaoka. Os alunos dessa turma são os únicos com alguma possibilidade de assassinar essa criatura antes do derradeiro fim do mundo, porém as habilidades espantosas de "Kono-sensei" parecem muito além do que as capacidades de qualquer humano, tornando o desafio muito maior.

Ok, uma idéia estranha, pensei de imediato. Ao começar a leitura, porém, a cada página fui tomando consciência do tamanho da estranheza daquele enredo. Um professor-polvo que vai destruir o mundo? Quais são seus motivos? Por que ele escolheu ser professor de uma turma de "perdidos" antes de destruir a Terra? Por que ele parece se esforçar para ser um bom educador, apesar de todas as circunstâncias que envolvem seu trabalho como docente? Mil e uma questões que este primeiro volume fez questão de NÃO responder.

A certa altura até temos um breve vislumbre do que pode ser a pista para entender a motivação de Koro-sensei (apelido dado pela turma ao estranho monstro que nem nome próprio possuía) para ser professor: uma promessa à alguém na beira da morte(que clichê, né). Ainda que seja algum fragmento de informação é absolutamente pouco próximo de toda a gama de mistérios que se formam no decorrer das páginas dessa introdução.

Agora vamos a parte analítica, começando pelos personagens.

Dentre professor e alunos destacaram-se três figuras neste primeiro volume: o próprio Koro-sensei, o jovem e observador Nagisa e o delinquente com estratégias ousadas chamado Karma Akabane. Em particular dou meus votos preliminares de personagens valoroso para Karma, por ser o mais inteligente e com potencial para cumprir a difícil tarefa de matar Koro-sensei.




Quanto ao próprio alvo de toda essa história, o monstro Koro-sensei, o que posso dizer é que o considerei cômico e odioso ao mesmo tempo, ao ler este primeiro volume de Assassination. É provável que seja exatamente essa a intenção do personagem, divertir com sua estranheza e ao mesmo tempo dar toques de irritação ao leitor por mostrar-se um desafio grandioso (e petulante) demais para os personagens. 

A gama enorme de mistérios envolvendo-o acabaram por me frustrar em alguns momentos. Ainda que seja divertida toda a idéia bizarra de ter que matar um professor-polvo antes que o mesmo destrua a Terra, essa falta de explicações preliminares pode ser irritante para os mais críticos. Acredito que leitores jovens não terão problemas com isto, pois este enredo parece ter sido moldado de maneira precisa para capitar a atenção dessa faixa nos planos frustrados dos estudantes, ao invés de deixá-los divagar demais sobre quais as explicações dessa trama esquisitona.

"Bizarro" e "hilário" são os adjetivos que utilizo, no meu ponto de vista pessoal, para falar deste primeiro volume de Assassination Classroom. Confesso que meu desejo de conhecer mais o enredo não foi tão impulsionado quanto poderia após um volume introdutório. O motivo, como dito antes, são os mistérios em demasia que terminam por me distrair do foco da história.

É muito provável que eu adquira mais um ou dois volumes dessa obra para dar-lhe a chance de me entreter o suficiente para colecionar inteira. O que mais me motiva, neste momento, é a curiosidade de saber se Karma-kun terá melhor sorte em suas próximas tentativas de assassinato.



E é isso. Caso queiram fazer comentários a respeito de suas impressões do mangá, sintam-se à vontade nos comentários. Não me importo com spoilers, mas peço que não estraguem o mistério para outros possíveis leitores do post.

Se for o caso, além de trazer outras análises de primeiros volumes que adquiri recentemente, posso voltar aqui para fazer comentários periódicos, a cada volume das obras. Fica a critério do feedback que estes primeiros textos trarão.

Até breve!

Comentários

  1. Yay! Vim deixar aqui meus comentários sobre Assassination Classroom! XD

    Sou muito suspeita pra falar sobre a série, que conheci por causa de um OVA e aí resolvi correr atrás do mangá e não me arrependi, virei fã de carteirinha e assino embaixo! Achei muito diferente a trama em si, uma classe de perdedores tendo que assassinar seu professor que parece um polvo hauahuhua

    A parte dos mistérios não-explicados de certa forma não me incomodou muito, pois acho que futuramente o autor deve explorar e explicar isso. As cenas engraçadas são muito hilárias! Já tinha lido os scans em inglês mas reler o volume 1 em português foi muito bom, pois tinha esquecido de alguns detalhes.
    Não ia muito com a cara do Karma nos primeiros capítulos em que ele aparece, mas depois daquele fim do volume 1 passei a gostar dele. O Koro-sensei gostei desde o primeiro instante que apareceu ahauahuhua acho muito legal a parte em que ele como educador, se preocupando com os alunos. É difícil ver professores *ainda mais pegando a realidade brasileira* que realmente amam o que fazem e se preocupam com o sucesso dos alunos.
    O Nagisa é meu preferido dentre os alunos da turma, gosto de personagens que parecem menina (?) e preferem ficar na sua, fora que gosto das partes mais “filosóficas” em que ele fica narrando algumas coisas que aconteceram no mangá. Ele ainda vai mostrar muito potencial.

    Vou tentar não dar spoiler porque acompanho os scans em inglês também, mas vou colocar aqui algumas considerações do porque gosto tanto assim desse mangá.

    Primeiro, quero destacar a forma como são trabalhados os personagens, até aquele zé mané que parece um figurante o autor trata de dar um jeito de destacar em algum capítulo mais pra frente e acho isso bem legal. Cada aluno tem uma função e uma certa habilidade, por assim dizer. E acho que esse ponto é o foco principal da série: mostrar a união da classe E como um todo.

    Segundo, o autor não enrola. XD e isso pra padrão JUMP é um espanto! Você comentou no twitter uma vez que o mangá é diferente do padrão jump e eu concordo. É muito diferente, tanto na história como na forma como a história é conduzida, sem muita enrolação.

    Terceiro, as partes de comédia mesmo que são bem hilárias e algumas chegam a ser muito excêntricas. A comédia é o ponto forte do mangá, mas o autor consegue equilibrar com algumas partes um pouco mais sérias também.

    Pra não dizer que eu sou paga pau do mangá, ele tem alguns defeitos sim, como alguns personagens irritantes e certas coisas que aparecem que acabam sendo meio previsíveis. Mas isso não tira a minha admiração pelo mangá.

    Ufa! Desculpa o texto gigante. Bom, recomendo dar uma chance e comprar os outros volumes e ver se vale a pena continuar ou não. No meu caso, já gostei desde o começo e é compra certa na minha lista de mangás!

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  2. Primeiro dizer que gostei do fato de você ser Manauara. Eu nasci em Boa Vista (morando em BH) e foi bom descobrir outro nortista neste "universo blogueiro otaku".

    Em relação ao mangá fiquei meio em dúvida. A premissa é interessante, mas ao mesmo tempo requer muita suspensão de descrença, e acho que repetem demais o "nós somos a classe e e temos que assassinar o professor", como se não tivesse ficado claro logo no início. Fiquei com a impressão que o autor achou muito legal a ideia básica, e fica toda hora me lembrando disso. Na verdade a intensa repetição de "assassinar" e variações me cansou.
    Fora isso até me divertiu, e até gostei do Koro-sensei, por ser ridiculamente overpower.

    Até mais

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